Todo mundo se lembra onde estava exatamente quando soube de alguma passagem histórica importante. O atentado de 11 de setembro de 2001, a morte de Ayrton Senna, de Tancredo Neves, etc. Eu não me esquecerei também do dia 25 de junho de 2009.
Era quinta-feira. Pela manhã, soube do falecimento de Farrah Fawcett, eterna Pantera, sem maiores emoções. À tardinha, fui mais cedo pra casa, pois minha mulher tinha reunião 19h e eu precisava ficar com as meninas. Malu estava vendo desenho e, em uma de suas saídas da sala, dei uma de criança e troquei de canal. Comecei a zapear e parei no Multishow, onde iniciava o clipe de Black or White. Chamei a Malu pra ver. Fazia uns 10 anos que não assistia e fiquei curioso para analisá-lo novamente, ao mesmo tempo que apresentava para minha filha de 4 anos aquele ícone mundial. O clipe era legendado e, enquanto lia os versos para ela, pensava na qualidade da poesia que, mesmo com a tradução literal se fazia competente. "Filha, sabe quem é este?" "Não." "É o Michael Jackson." "Ele tem cara de mulher, né, pai?" "Eheheh. É. Tem." Ela ficou encantada com o clipe, com as danças e efeitos. Quando acabou, saiu da sala novamente. Na sequência, começou outro clipe dele, do álbum Off The Wall. Estranhei. "Dois clipes consecutivos?". Minha surpresa durou pouco. Logo, surgiu no topo da tela uma mensagem discreta que dizia algo como "O cantor Michael Jackson teve um infarto e está em coma. Alguns jornais divulgam sua morte." Claro que levei um choque. Como toda criança, em 1982 eu tinha (e tenho ainda) o Thriller em vinil. Há poucos anos, comprei em CD também. Imitava seus passos, queria sua jaqueta vermelha, mas, confesso, tinha certo medo do clipe do lobisomem. Saí procurando um canal de notícias. Parei na Band News que transmitia imagens do hospital. A multidão se algomerava. "Será uma noite longa", pensei. Mandei um SMS pra minha mulher: "O Michael Jackson morreu." Ela me ligou, em seguida, perplexa. Expliquei. Twittei por SMS "o Michel Jackson morreu?". Resolvi logar. Todo mundo já twittava sobre o assunto. A Internet ficou instável. Os jornais, um a um, iam confirmando sua morte, menos a CNN que ainda noticiava "unconfirmed". Fiquei torcendo para que fosse mais uma das artimanhas de marketing do astro. E tinha dois bons motivos: além de salvar a vida de um gênio, seria um case incrível. Estava certo que, dentro de alguns instantes, a CNN daria a versão correta e faria o mundo respirar aliviado.
Desde a divulgação dos shows em Londres, Michael não saia dos noticiários uma semana sequer. Primeiro eram 10 shows, depois mais tantos, depois eram cinquenta, a escolha do set list pelos fãs no site, as vendas dos ingressos, os boatos, os fãs... Um trabalho primoroso de marketing e assessoria de imprensa para não tirar o nome do Rei do Pop da mídia. Mas a CNN não seguiu o meu roteiro imaginário e, logo após, William Bonner também emprestava voz para o triste desfecho: "Micheal Jackson está morto".
O artista que começou sua carreira aos 5 anos, vinha passando por um ostracismo musical e financeiro muito grande. Os 50 shows serviriam para colocá-lo de volta no mercado e saldar suas dívidas. Antes da promessa de volta aos palcos, eu comentava com meus amigos que a solução para ele, na minha opinião, seria fazer um show só voz e piano, mostrando todo seu talento inequívoco. Em determinado ponto, subiria sobre o instrumento e executaria seus passos desconsertantes, levando os fãs ao delírio. Mas Jacko era megaestrela e não se contentava com simplicidades. A rotina de ensaios combinada com sua frágil condição física foi arrebatadora.
Michael não queria envelhecer; queria ser jovem pra sempre. E é assim que lembraremos dele.
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Procurando por um link oficial do cantor para colocar neste post, cheguei, é claro, a www.michaeljackson.com. A home está recebendo mensagens de condolências do mundo inteiro, como um imenso blog. Eu postei a minha. Elas ficam publicadas por ordem de data. A minha foi postada dia 27/06, às 4:13PM, junto com outras 150 no mesmo minuto. 150 no mesmo minuto! E já se passaram 2 dias.
Certa vez, minha mulher perguntou por que eu insistia na minha banda e me aplicava tanto na, então, gravação do nosso segundo trabalho. Respondi que procurava por algo que eu tivesse orgulho de ter feito. Sou muito crítico comigo mesmo e, até nas coisas pelas quais nutro certa vaidade, sempre tem um porém que não me deixa 100% satisfeito. O 1º Musicalda Fenadoce foi, talvez, a primeira produção da qual eu participei e que tive plena convicção, sem poréns, da qualidade alcançada e da importância que tem (e que próximas edições terão) para a música e a cultura da região. Claro que já temos uma grande lista de ítens a serem aprimorados, caso venhamos a realizar no próximo ano, mas eu estou pleno e satisfeito com o que já alcaçamos. Foram 255 inscrições, 70% da cidade de Pelotas.
Há 26 anos não acontecia nada similar, plural e nacional por aqui. Outros festivais realizados, pelo que temos conhecimento, sempre foram segmentados em determinados estilos. Qual o problema disso? Nenhum. Mas optamos por um formato em que pudéssemos ter atenções e a inscrições ampliadas. Queríamos resgatar a verve dos antigos festivais da TV. O que pensamos que poderia ter sido uma disputa acirrada entre gêneros distintos, mostrou-se ser muito mais amigável e construtiva do que vemos entre artistas do mesmo estilo. Chegamos a um nível de excelência nos vencedores que, tenho certeza, fez nenhum dos concorrentes questionar o resultado. Algumas variações, é claro, podem ser cogitadas devido a gostos individuais, mas a qualidade dos eleitos é inequívoca.
Em breve, sairá o CD com as apresentações ao vivo das 14 finalistas. Será um belo registro que marcará um momento na história musical da cidade. Eu estou muito orgulhoso de ter feito parte disso.

Aquecedor Harman YE2200FE
Durante quase toda minha vida, usei chuveiro elétrico. Pelo menos dos 8 aos 34. Foram aparelhos dos mais chinfrins aos mais sofisticados. Mas posso garantir: todos uma bela bosta. Quando a água é pouca, ele aquece. Quando a água é muita, ele não dá conta. Ou seja, esqueça um banho com pressão e temperatura adequadas se você só dispõe de um espécime com resistência.
No final do ano passado, achamos que estávamos velhos demais para continuar encarando o pinga-pinga quente ou a cascata fria. Decidimos colocar um sistema de aquecimento de água decente em casa. Quebra-quebras, poeira e contra-tempos depois, lá estava ele: um aquecedor à gás com controlador eletrônico. Uma belezinha.
O motivo deste post é compartilhar alguns detalhes do aparelho que acho bem inteligente. Trata-se de um aquecedor de passagem, ou seja, tipo Junker, mas da marca Harman. Ele tem um painel de controle de temperatura que instalamos no nosso banheiro. Através de comandos digitais, elegemos a temperatura ideal. O interessante é a grande economia de gás, visto que só é preciso abrir a torneira quente, já que temos o controle exato em graus celsius. Nos outros aquecedores, não há precisão; deixa-se a água sempre mais quente do que o ideal e é necessário misturar com a fria. Ou seja, gasta-se energia à toa.
Com esse friozão que anda fazendo, nosso display tem ficado nos 43ºC. Um grau faz uma baita diferença. Nos últimos dias, 45ºC. No outono, por exemplo, usamos uma temperatua de manhã e outra pra de noite.
Só tem um problema: nossos banhos, que antes eram rápidos e desconfortáveis, agora são mais longos e prazerosos. Acho que a economia foi pro saco.
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